terça-feira, 4 de agosto de 2015

Sobre equilíbrio, sinceridade e relacionamento

As nossas atitudes e nossas palavras têm vibração, têm energia. Uma vez soltas no mundo, somos responsáveis por elas.
Se magoam ou se alegram as pessoas de nossa convivência, ou até mesmo a pessoas que amamos, somos responsáveis por isso também. Está certo de que muita coisa é questão de interpretação, no entanto isso não isenta-nos da nossa responsabilidade daquela vibração gerada.
Por vezes agimos pensando que vamos esconder algo de alguém que amamos, no entanto esquecemos do laço que nos une, que faz com que a vibração seja mais facilmente sentida. Por isso, a sinceridade e a lealdade são cada vez mais urgentes nos relacionamentos.
A confiança é como um objeto de cristal, uma vez que este cristal se rompe, por mais que seja colado nunca mais volta a ser o mesmo. No entanto, quem ama verdadeiramente dá novas chances de se moldar novos objetos de cristal, conforme o outro esteja disposto a moldá-lo.
Muitas pessoas acreditam que em relacionamentos o que valem são as atitudes e não necessariamente as palavras. É bem verdade que não é necessário falar "eu te amo" a todo momento, ainda mais se isso se torna automático. Porém, há também aqueles que acreditam que as palavras enaltecem ainda mais as atitudes.
Na verdade é necessário um equilíbrio entre palavras e atitudes, como tudo na vida, a palavra chave é EQUILÍBRIO. E acima de tudo sinceridade, pois às vezes estamos em momentos de dúvidas e questionamentos e essa energia pode ser sentida pelo outro e isso tornar-se um desconforto no relacionamento.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Dez verdades que aprendi com “O Pequeno Príncipe”

1 – “Os baobás, antes de crescer, são pequenos.”
Os baobás são árvores gigantescas, que na narrativa poderiam exterminar com o planeta do Pequeno Príncipe. Pode-se relacioná-los com os nossos problemas, que se não encararmos com maturidade podem crescer de forma tal a nos consumir. Isso também lembra a importância de se fazer uma faxina mental com certa frequência, ou seja, desapegar-se de mágoas e problemas.
2 – “É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas.”
Para que possamos ter dias felizes, os dias tristes são necessários, é mais ou menos assim que explica a filosofia budista que li alguma vez em algum lugar e faz sentido no caso de que só somos capazes de reconhecer verdadeiramente a felicidade quando conhecemos o oposto dela. Assim é necessário passar pelas dificuldades da vida para que os momentos felizes tenham ainda mais valor.
3 – “É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar – replicou o rei. A autoridade baseia-se na razão.”
Costumamos exigir do outro aquilo que estamos dispostos a dar. Alguns, de forma ainda mais imatura, costumam exigir até mesmo aquilo que nem ele é capaz de dar baseado em ideais construídos e não na realidade. Amar verdadeiramente é aceitar como a pessoa é, sua forma de se expressar, é saber aceitá-la e não querer moldá-la.
4 – “Tu julgarás a ti mesmo – respondeu-lhe o rei. – É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio.”
Esta premissa nem precisa de grandes explicações. É muito mais fácil jogar os defeitos na cara dos outros não é verdade? Mas quantas vezes somos capazes de assumir nossas próprias falhas?! Sábio e maduro é aquele que sabe reconhecer em si suas virtudes e fraquezas e lidar com elas para se tornar cada vez mais uma pessoa melhor, ciente de que por sermos seres humanos somos sempre falhos.
5 – “As estrelas são todas iluminadas… Será que elas brilham para que cada um possa um dia encontrar a sua?”
As estrelas podem ser relacionadas à esperança e a luz que cada um de nós tem. Além disso, as estrelas representam as belezas da vida, elas estão lá, basta parar para observá-las. Só é iluminado aquele que é capaz de ver, a esperança só reside no coração que se permite a tal luz.
6 – “Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás, para mim, único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.”
Neste trecho, a raposa explica ao Pequeno Príncipe o que significa cativar, que é tornar uma pessoa que antes era comum em alguém especial em nossas vidas.
7 – “A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. – Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.”
Cativar é uma forma de amar. Amar é prestar-se a conhecer algo como realmente é, livre de perspectivas ilusórias, ou seja, é aceitar defeitos e qualidades. “O Pequeno Príncipe” foi escrito em 1943, no entanto trata de uma realidade que até hoje vivenciamos: o egoísmo e egocentrismo humanos que fazem com que muitos não consigam vivenciar a pureza do verdadeiro amor, aquele que se cativa, que nos cativa.
8 – “O essencial é invisível aos olhos.”
O que sentimos é, na verdade, o mais importante.
9 – “Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.”
Amar é perder tempo, ou melhor, é ganhar tempo, perto de alguém. É esse tempo que torna a pessoa amada cada vez mais única, pois quanto mais tempo passamos ao lado dela, mais a conhecemos ao mesmo tempo que nos surpreendemos com as suas pequenas mudanças cotidianas.
10 – “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
Eis a frase clássica ligada ao livro “O Pequeno Príncipe“, que em sua forma simples resume toda a filosofia de Saint-Exupérry: cativar – ou amar – é algo que nos torna responsável pela outra pessoa, pela sua felicidade, isso requer que saibamos dar muitas vezes sem esperar receber e também que saibamos reconhecer aquilo que nos é dado.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Não tente mudar os outros, mude a si próprio

Não tente mudar os outros, mude a si próprio. Porque poucas coisas são certas nessa vida, e uma delas é que, fatalmente, as pessoas mudam, umas com maior facilidade, outras demandam mais tempo, porém todos mudam.
Apesar disso, querer impor ao outro um jeito de ser que convenha é na verdade uma atitude de pouca maturidade, não saber lidar com as diferenças, por vezes não suportá-las, é falta de compaixão - se é que essa seria a melhor palavra para se descrever.
Por vezes aquilo que mais incomoda nos outros, na maioria das vezes talvez, são, na verdade, características que nos incomodam sobre nos mesmos. Seria como se o outro fosse um espelho de nossas mazelas que por vezes tentamos deixar tão obscurecidas que abafadas gritam lá no fundo da mente.
Algumas outras vezes, o simples fato de a pessoa ser verdadeira, ser feliz ou até mesmo saber de forma tal a complicar menos a vida incomoda-nos. Queríamos ser assim, mas o juiz e a vítima que vivem dentro da mente de todo ser humano não permitem a muitos. Aí tentamos mudá-lo para que ele "se adeque" (a quê? - me pergunto).
Aceitar que vivemos em constante mudança é dolorido para algumas pessoas. Há algumas fases da vida que são mais difíceis de transpor do que outras, isso dificulta que se consiga enxergar a própria mudança. Isso talvez nos torne pessoas mais rígidas. Pois a leveza está em aceitar as mudanças que sofremos e que não podemos, por mais que se queira, mudar / moldar o outro.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Por relacionamentos leves


Relacionamentos de todos os tipos estão aprisionados por esteriótipos na sociedade do consumismo em que parecer é mais importante do que ser e sentir é um mero detalhe que muitas vezes pode vir a estragar todo o sistema de certa forma, desequilibrando-o em sua forma de ser e existir.
Assim também são os relacionamentos amorosos, que muitas vezes acabam presos aos esteriótipos de contos de fadas em pleno século XXI, onde cobranças de certas atitudes são mais importantes do que o sentimento em si.
É como se houvesse um manual que todos devem seguir e que aparentemente beneficiam mais o ego individualista de cada um, como uma criança mimada que ainda não aprendeu que nem tudo é como está no script. Mas triste mesmo é ver como muitas pessoas ficam presas a isso e não são capazes de perceber o amor puro e genuíno.
O mundo precisa de relacionamentos leves, com menos cobranças e mais amor. Amores que nos tornem pessoas maduras e leves, por vezes risonhas, e não rigorosos ditadores com atitudes ditadoras.
Porque amor se reconhece dentro do coração e como se diz por aí é dando que este se multiplica (e não só querendo receber), afinal quem transborda em si mesmo não necessita do outro para preenchê-lo, mas para compartilhar uma vida. Deixe a leveza do amor te levar...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Exercite corpo, mente e coração

Já é mais do que sabido da importância do exercício físico para a saúde, tanto no que se trata de condição física e na prevenção de doenças quanto no que se refere à auto-estima. Dentro dessa categoria estão as mais diversas atividade, entre elas: caminhada, musculação, ciclismo, aulas de dança, yoga etc.
A importância de se exercitar ó cérebro está começando a ganhar igualmente relevância. Sabe-se que a mente é um músculo que se exercita de formas diferentes, tais como: palavras cruzadas, jogos de memória, leitura, além de aprendizado de novos tópicos, entre outras formas; isso tudo pode ajudar também a evitar doenças como o mal de Alzeimer, além de outros benefícios. Afinal estamos aqui neste mundo para aprender. O ser humano é um eterno aprendiz, não importa a idade que tenha.
No entanto, exercitar o coração parece que tem sido uma atividade esquecida. Exercitar o coração não no sentido deste enquanto músculo, mas no sentido deste enquanto matriz dos sentimentos mais puros e sinceros. Cada vez mais se vê as pessoas mais individualistas e egoístas, relacionamentos só existem para o bem particular - claro que isso é uma generalização.
Sentimentos puros e bonitos também devem ser exercitados, porque todo coração nasce puro e gentil, mas infelizmente muitos fatores vão nos calejando de tal forma que alguns corações mais parecem pedras com a função de pulsar. Algumas formas de exercitá-lo, seriam: manter a boa educação, cumprimentando o porteiro, a caixa do super mercado etc.; manter a gentileza, utilizando as "palavrinhas mágicas" (por favor, com licença, obrigada, de nada) no dia-a-dia; ter um bom relacionamento com parentes e amigos; fazer um trabalho voluntário, uma das formas de amor altruísta (que não espera nada em troca) mais comuns para o mundo atual; e não deixar de acreditar em relacionamentos amorosos, apaixonar-se outra vez.
Ah, pois não existe exercício mais intenso do que amar alguém, conhecer-lhe os defeitos e qualidades. E só podemos um dia chegar a isso se não dependermos de outra pessoa para ser feliz - coisa que também deve ser exercitada - e se nos mantivermos abertos para nos apaixonarmos pelas novas pessoas que percorrem nossos caminhos, apesar das feridas que já carregamos devido ao nosso passado, ou ainda nos reapaixonarmos diariamente pela pessoa com quem nos relacionamos - afinal é tão importante manter a chama acesa quanto deixá-la acender.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O amor quer te surpreender


O amor costuma desabrochar assim, sem hora marcada. Parente da liberdade como ele é, não costuma seguir regras, por isso deixe a porta do seu coração aberta para que ele possa entrar.
Como que num suspiro, pequeno momento de falta de ar, ele germina tal como semente de flor fazendo sua mágica na terra que até então dormia e resolveu acordar.
O amor tem o péssimo hábito de não seguir regras sociais. Tem o péssimo hábito também de nascer onde bem entende, tal como aquelas florezinhas amarelas que aparecem no meio do campo, mas ninguém plantou; esse hábito faz com que ele não nasça, por vezes, onde gostaríamos que nascesse.
Apesar disso, ele é capaz de deixar o mundo mais colorido e leve, tal como mágica. Mas não se engane com essa face voadora do amor, pois por vezes ele baterá na sua porta para ficar. Por isso, esteja pronto.
Sim, tal como flor, o amor também pode e deve ser cultivado uma vez que desabrocha. Se bem cuidado pode ter durabilidade de duas vidas humanas, se multiplicando, crescendo, apesar das duras realidades da vida.
Para isso é preciso primeiro que ele desabroche, assim suave, sempre amigo da liberdade. Então é preciso que se cuide. E com isso, é preciso que se queira sua perenidade. Assim ele se tornará o seu melhor amigo mesmo nos momentos difíceis, e eles virão, pois assim é a vida.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Seja a melhor companhia para si mesma


Faça coisas que você gosta. Vá em restaurantes, experimente novos cafés. Passeie por aí. Sente-se num bar e aprecie a música. Sorria, relaxe. Converse descompromissadamente com um atendente. Sinta-se feliz de ter a sua própria companhia. Explore seus sentidos, aproveite para observar os detalhes do seu dia-a-dia.
Não tenha medo de ser feliz. Você não precisa de ninguém para ir a lugar algum, para fazer coisa alguma. Aventure-se. Aprenda coisas novas, descubra novos pequenos prazeres. Divirta-se consigo mesma. Permita-se demorar mais escolhendo seus queridos livros, que se você tivesse com alguém teria que fazê-lo com pressa.
Maquie-se, coloque aquele look especial e admire-se no espelho, às vezes é tudo o que você precisa. Busque novos hobbies, usufrua dos velhos pequenos prazeres. Exercite seu corpo e sua mente, explorando novas possibilidades e respeitando o seu ritmo.
Conheça novos lugares. Experimente sabores diferentes. Faça coisas que você não imaginaria que faria, faça coisas que você nunca imaginou que poderia fazer sozinha. Seja a melhor companhia para si mesma, pois este é um reflexo de amor próprio e de autoestima elevada.